Em maio de 2020 eu publiquei aqui uma resenha sobre o livro que mais gosto: Xógum, a Gloriosa Saga do Japão, do escritor australiano James Clavell. O livro foi lançado em 1975 e em 1980 foi adaptado em uma minissérie tendo como astros principais Toshiro Mifune, Richard Chamberlain e Yoko Shimada.
Apesar da minissérie ser primorosa, gostei muito de saber de uma refilmagem, que por fim chegou neste 27 de fevereiro, no Star Plus. Dá para perceber muitos cuidados com a produção e um elenco bem afinado. Embora esses dois primeiros episódios tenham sido realmente bons, senti que na minissérie original (até o ponto em que se encontra) a história está um tantinho melhor contada e explicada. Alguns detalhes (conversas) deixaram de ser mostrados e assim o público fica sem saber a profundidade dos pensamentos dos personagens. E nessa obra isso é muito importante, porque alguns deles fazem tramas dentro de tramas para conseguir se manter no poder ou se sobressair ainda mais.
O livro narra a história do piloto (timoneiro) inglês John Blackthorne, que saiu com uma frota de navios da Holanda em direção ao Japão, no século 17. Após quase dois anos, toda a frota foi perdida, e o único navio que sobrou foi o dele, o Erasmus.
O Erasmus encalha nas praias de uma vila japonesa, e os poucos tripulantes que restaram vivos são aprisionados pelos moradores locais, com exceção de John, para que ele dê informações aos japoneses sobre quem são e o que querem no país do sol nascente.
Como os japoneses tinham dificuldade em falar o nome dele, começaram a chamá-lo Anjin (piloto).
A partir daí Anjin-san, como passou a ser conhecido, foi envolvido em uma emaranhada trama política. Acontece que cinco Daimios (senhores que governavam as terras japonesas, abaixo apenas do Imperador e do Taikun), querem as informações que ele possa dar, para tramarem e virarem o Shogun (a maior autoridade do país, abaixo apenas do Imperador). O mais inteligente deles é Lorde Toranaga, de quem John é prisioneiro.
Além de política o livro é cheio de intrigas religiosas e romance. Aos poucos Anjin-san vai percebendo e se acostumando com a cultura do Japão, bem diferente da dele.
Vale muito a pena assistir essa nova série, ver a minissérie de 1980 e principalmente ler o livro, que tem mais de mil páginas e que por ser tão maravilhoso, já li bem umas 10 vezes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário