quarta-feira, 20 de maio de 2020

AVATAR, A LENDA DE AANG


Aang é um pré-adolescente que ficou preso durante 100 anos, congelado em um iceberg. Ele foi solto pelos irmãos Katara e Sokka. Como ele não morreu? Bom, ele não morreu, presumivelmente, porque é o Avatar.

E o que é o Avatar? O Avatar é uma espécie de líder espiritual do mundo, que era dividido em quatro nações: A  nação do Ar, da Água, da Terra e do Fogo. Quando um Avatar morre o espírito dele renasce em uma criança de alguma das nações (uma nação de cada vez). Aang é da Nação do Ar. Quando ele ficou preso no gelo, interrompeu o ciclo Avatar, e a nação do Fogo se aproveitou disso e começou uma guerra para dominar o mundo, exterminando quase todas as pessoas da nação do Ar.

Uma coisa que atrai muito na animação é que muitas pessoas das nações têm poderes. As da Nação da água, podem manipular a água, as do fogo manipulam o fogo, as da terra manipulam a terra e as do ar, como Aang, manipulavam o ar. O nome disse é dobra.

Esse seriado tem apenas três temporadas e episódios com cerca de 22 minutos cada. 

Katara e Sokka se unem a Aang para tentar restabelecer o equilíbrio do mundo. Em suas viagens são perseguidos pelo príncipe Zuko, que quer entregar o Avatar ao pai, para poder ser reconhecido pelo feito, e restaurar a honra, que foi perdida há alguns anos por um acontecimento que aborreceu o pai dele, o Senhor do Fogo Ozai.

Garanto que quem assistir a essa animação não se arrependerá, porque além de tudo é muito engraçada. Eu já assisti a série várias vezes, e de vez em quando assisto a algum episódio aleatório, enquanto ela ainda está na Netflix.

AVATAR, O ÚLTIMO MESTRE DO AR



Em 2010 foi lançado o filme em live-action da animação, pelo diretor M. Night Shyamalan (Sinais, O Sexto Sentido, Corpo Fechado). O filme não foi bem recebido, eu imagino que (pelo menos para uma fã como eu) por não ter a mesma essência da animação, muita parte causada por terem condensado todos os acontecimentos da primeira temporada, impedindo que grande parte da história fosse contada. Eu acho que faltou muitos personagens interessantes e a comédia do desenho. Além do que, a personalidade do tio Iroh (o tio do príncipe Zuko),  na animação é muito melhor. Mas ainda bem que a Netflix está fazendo uma série em live-action que está deixando os fãs em polvorosa.

domingo, 17 de maio de 2020

DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO


Despedida em grande estilo não é a melhor comédia do mundo, mas tem seus momentos. O elenco principal é primoroso, tem três oscarizados: Morgan Freeman (Seven e Conduzindo Miss Daisy), Michael Caine (Batman e Interestelar) e Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine e Argo).

O filme começa com Joe (Caine) em um banco recebendo uma péssima notícia do gerente, que o fará perder a casa em que mora. No mesmo instante o banco é assaltado, Joe presta atenção aos detalhes e decide compartilhar com os amigos Willie (Freeman) e Albert (Arkin), o desejo de roubar o estabelecimento. Aí começam os debates entre os três de como fazer isso.

A maior parte das risadas vem muletada pela idade dos personagens e suas personalidades bem diferentes. 

O elenco de apoio conta com personagens interessantes e engraçados. Entre eles, o ator Cristopher Lloyd (De volta para o futuro e A família Adams), que faz o papel de um velhinho meio surdo e desmemoriado.

O filme, que está na Netflix, é dirigido pelo ator Zach Braff, que eu amo desde que o conheci no seriado Scrubs.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

O MELHOR LIVRO QUE JÁ LI

SHÓGUN OU XÓGUM



Acho que já falei para todo mundo que conheço e que gosta de ler o quanto amo este livro! Se pudesse, queria apagá-lo de minha mente para poder ter a sensação de lê-lo pela primeira vez! Ele tem pouco mais de mil páginas, que já li umas dez vezes, de tanto que gosto. 

A obra foi escrita pelo australiano James Clavell. Ela narra a história do piloto (timoneiro) inglês John Blackthorne, que saiu com  uma frota de navios da Holanda em direção ao Japão, no século 17. Após quase dois anos, toda a frota foi perdida, e o único navio que sobrou foi o dele, o Erasmus. 

O Erasmus encalha nas praias de uma vila japonesa, e os poucos tripulantes que restaram vivos são aprisionados pelos moradores locais, com exceção de John, para que ele dê insformações aos japoneses sobre quem são e o que querem no país do sol nascente.

Como os japoneses tinham dificuldade em falar o nome dele, começaram a chamá-lo Anjin (piloto). 

A partir daí Anjin-san é envolvido em uma trama política que ele nem imagina os meandros. Acontece que cinco Daimios (senhores que governavam as terras japonesas, abaixo apenas do Imperador e do Taikun), querem as informações que ele possa dar, para tramarem e virarem o Shogun (a maior autoridade do país, abaixo apenas do Imperador). O mais inteligente deles é Lorde Toranaga, de quem John é prisioneiro.

Além de política o livro é cheio de intrigas religiosas e romance. Aos poucos Anjin-san vai percebendo e se acostumando com a cultura do Japão, bem diferente da dele. 






O livro foi transformado em minissérie em 1980, com a participação de Toshirô Mifune, Richard Chamberlain e Yôko Shimada. A minissérie é também maravilhosa. No Youtube é possível encontrá-la no idioma Espanhol.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

MEUS FILMES PREFERIDOS DO STUDIO GHIBLI

O Studio Ghibli foi co-fundado por Hayao Miyazaki, um escritor, animador e diretor japonês. Suas obras são impressionantes. Os traços dos desenhos são bem detalhistas. É possível perceber pinturas descascadas, pequenas rachaduras nas paredes, sujeirinhas e coisas que você nem sentiria falta, mas que estão lá, para mostrar a preocupação do desenhista com as minúcias dos ambientes e dos objetos. Duas coisas bastante presentes nas obras de Hayao são máquinas ou personagens voadores e cenas contemplativas, onde o espectador pode apreciar durante vários segundos uma paisagem. Muitos dos filmes do Studio Ghibli têm uma temática fantástica que atraem as crianças, mas que intriga os adultos. Dos vários que assisti, os quatro abaixo foram os que eu mais gostei.

                                                                                      Hayao Miyazaki

A VIAGEM DE CHIHIRO



Essa talvez seja a obra mais conhecida do Studio Ghibli porque ganhou o oscar de melhor filme de animação em 2003.

Nele conhecemos a menina Chihiro, bem chateada porque está viajando de mudança. Ao se perder, o pai da garota para o carro em um bosque e resolve explorar o local junto com a mãe. Encontram uma cidade que parece desabitada, mas com muita comida em um restaurante. Eles resolvem aproveitar e comer as iguarias. Chihiro fica incomodada e não come. Acontece que o jantar era destinado aos espíritos, e por isso os pais dela são transformados em porcos. Agora precisa arranjar um meio de sobreviver até poder salvá-los. Com a ajuda do menino Haku ela consegue fazer a bruxa Yubaba empregá-la na casa de banho, onde conhece muitos espíritos e as criaturas mais esquisitas. A história mostra as descobertas e o amadurecimento de Chihiro até alcançar seu objetivo.

O CASTELO ANIMADO


Ao ser incomodada na rua por dois homens, a chapeleira Sophie é salva pelo mago Howl, que a acompanha até em casa. Acontece que a bruxa da terra abandonada, apaixonada pelo mago, fica com ciúme e coloca um feitiço em Sophie. Faz com que ela vire uma velha de 90 anos. A bruxaria também impede a garota de contar o que aconteceu para que não consiga pedir ajuda.

Mesmo assim, Sophie vai para as terras abandonadas para tentar reverter o feitiço. No caminho encontra um espantalho que a ajuda a encontrar o castelo de Howl. Lá, além do mago, mora o garoto Markl e o demônio do fogo Calcífer, que é quem mantém o castelo em movimento.

Sophie e os novos amigos passam por muitas aventuras em terras distantes até ela conseguir restaurar a sua forma original.

MEU AMIGO TOTORO


Satsuki e a irmãzinha Mei se mudam com o pai para a zona rural para ficar mais perto do hospital onde a mãe está internada.

A casa deles fica perto de um bosque. Um dia ao explorar as imediações a pequena Mei encontra uma criatura estranha, ao segui-la faz amizade com com um ser bem diferente, o Totoro do título. 

Um tempo depois Satsuki também conhece Totoro. O pai das crianças diz que a criatura é um espírito protetor da natureza. Vemos então as interações das meninas com o ser, que as ajuda a passar com mais leveza o momento difícil que estão vivendo.

PONYO, UMA AMIZADE QUE VEIO DO MAR



Ponyo é uma peixinha que foge de casa, fica presa em um frasco e é salva pelo menino Sosuke. A partir daí eles começam a se amar. Então ela decide virar humana para ficar com ele. E consegue porque ingeriu o sangue do garoto ao lamber uma ferida que ele tinha no dedo.

Acontece que Ponyo é filha da Deusa do Mar e do cientista Fujimoto, que um dia já foi humano. Ele não gosta da decisão da peixinha. E faz tudo para que ela volte ao lar.

Os poderes de Ponyo e a decisão de Fujimoto de separar as crianças pode causar uma grande catástrofe na cidadezinha costeira em que Sosuke vive.

Essa história foi inspirada na da Pequena Sereia. Mas é muito diferente e mais estranha, embora o estranhamento não cause sustos, muito pelo contrário. É uma história bem bonitinha. 

As histórias desses filmes mais fantásticos do Miyasaki não são muito explicadas. Muitas vezes você não sabe exatamente por que um personagem agiu de tal forma, por que fez ou deixou de fazer alguma coisa. Como certos eventos chegaram a tal ponto. Você simplesmente intui. E essa é uma das coisas mais gostosas dos filmes dele.